quarta-feira, 11 de maio de 2011

Par/tes

O corpo se parte
E a parte que fica
Quebra-se em outras cem

Nada me resta
E embora a pressa
Certas coisas não podem voltar

Estar bem consigo
Me parece só um abrigo
Para as outras dores do mundo

E o que nós perdemos
E como nos perdemos
Ninguém saberá dizer

Metade se queima
Metade é iluminada
O fogo que arde
Traz a sombra para a margem

Os olhos chamam
Como os pássaros clamam
A tormenta da chuva que não vem

O corpo cai, quando a alma se trai
Altruísmo dos braços
Dispersos da carne

O peito oscila
O nariz inspira
Carentes pelo ar que não há

Mas o escuro tem seus brilhos
A dor é um túnel infinito
Com mil lâmpadas solares

Lucas Boaventura, um mega poeta, escreve coisas maravilhosas, e ai em cima esta uma das muitas de suas obras. Cara como já disse, Deus deu esse dom maravilhoso a pouco e você teve a sorte de receber. Continua escrevendo assim que você vai ter um futuro brilhante.Você e muito gente boa! 

8 comentários:

Lucas Boaventura disse...

Querido, muito obrigado pela homenagem. Maior que o dom daquele que escreve é o de quem lê. A alma do poeta é sempre envolta em densa bruma, enquanto a do leitor é translúcida. Me alegra muito saber que consigo passar para o papel, e ser compreendido, todas as oscilações deste existir.

As palavras existem, e isso é tudo que sabemos.


Com muito carinho;

Lucas

Anônimo disse...

Adorei, lindoo.

:)

Flor disse...

ótimo poema!
Beijo bruninho

Anjo meu... disse...

muito lindo esse poema,boa ídeia a sua de publica-lo!


gde abraço

Livia disse...

Adoreii. *____*
Lindo poema, depois posta mais trabalho desse garoto que escreve maravilhosamente bem.

#milla disse...

Que dom lindo ... escreve muito bem.

;*

§Gαbяiєł disse...

Ficou Muito Bom Brother \ô/

Thaais disse...

Maravilhoso o poema.

Beiijo.

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